- PUBLICIDADE -

Tiago Monte

Criciúma

- PUBLICIDADE -

Após a vitória por 5 a 4 contra o Almirante Barroso, o treinador do Tigre, Deivid, não estava feliz com a atuação da equipe e admite que a equipe ficou exposta após a saída do volante Barreto por falta de opções no banco. “O Dodi não tem característica de jogar de primeiro volante. Quando o Barreto saiu, eu tinha só três jogadores no banco: Ferron, Caique e Pimentinha. O Maicon não tinha condições. Eu tinha só três jogadores, então, não tinha o que fazer. Nós tomamos quatro gols por méritos do adversário e falhas nossas. Nós não jogamos bem. O adversário não criou para fazer quatro gols, nós que demos. Estava 3 a 1, daí era o momento de cadenciar o jogo, esperar, tocar e a gente, as vezes, está entrando no ritmo do adversário”, explicou o comandante.

Deivid também expôs tristeza com as vaias que o time ouviu durante a partida contra o time de Itajaí. “Fiquei chateado porque não adianta o torcedor vaiar a equipe. A gente está carregando coisas que aconteceram em 2014. Só que o torcedor não tem a noção de que é uma carga emocional muito grande para os meninos. Eles têm uma responsabilidade muito grande com a gente falando que precisa ganhar, tem que subir, e ainda mais com o torcedor. Eu não vejo problema do torcedor vaiar, nós temos que respeitar as opiniões. Agora, não adianta o torcedor vaiar o atleta. Eu prefiro que me vaie do que vaiar eles. Tem que deixar os meninos jogarem e passar tranqüilidade para eles”, desabafou o treinador.

O comandante do tricolor disse que alguns atletas têm atuado melhor fora de casa do que no Majestoso em função das cobranças da torcida. “Durante o jogo, tem que apoiar os meninos e isso passa uma confiança sem tamanho. Agora, acabou o jogo: pode vaiar e tudo mais. É uma carga emocional grande que eles carregam aqui dentro. Alguns jogadores atuam melhor fora de casa do que aqui porque eles sentem a pressão. O torcedor está magoado e isso acarreta em todos”, colocou Deivid.

O treinador pede engajamento da torcida para atingir os objetivos do ano. “Não adianta vaiar o Deivid, não adianta vaiar o Jaime, não adianta vaiar o outro investidor que vai entrar… Não adianta! Se quer o Criciúma na primeira divisão, tem que correr junto. Eles (torcedores) não estão entendendo que nós não temos orçamento. Tu achas que eu não queria jogadores de 100 mil reais? A gente está trabalhando em cima do que a gente tem condições de trazer. Agora, o torcedor tem que apoiar, senão vai ficar mais um ano no dava…”, finalizou.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O DN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.