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Tiago Monte

Criciúma

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Após ser desligado do comando técnico do Criciúma, no final da tarde de terça-feira, o técnico Deivid se mostrou chateado com a forma que foi tratado pelo presidente do clube, Jaime Dal Farra. O profissional acredita que a demissão seria algo normal se fosse feita na sexta-feira, mas ele diz ter sido elogiado por Dal Farra na segunda-feira à noite e depois demitido no dia seguinte. “Depois de passar sábado, domingo, depois de treinos e ele me chamar e dizer que o Albert (Zilli, diretor jurídico do clube), o Genivaldo (Santos, empresário de futebol) ficaram botando pressão nele pra demitir é lamentável. Fico triste pelo clube estar na mão de pessoas assim”, explicou Deivid ao repórter Jota Eder, da rádio Eldorado.

Ouvido pela reportagem, Zilli não quis rebater as acusações de Deivid, mas admitiu ter sido a favor da saída do treinador. ”A diretoria inteira se posicionou contra o Deivid e cobrou resultado. Eu não vou rebater acusações do Deivid. Não vamos nem comentar esse tipo de situação porque não vale a pena. Infelizmente o resultado não veio, foram três partidas e três derrotas e a cultura do futebol é assim: acaba sobrando para o treinador. Todos os diretores opinaram pela saída do treinador, inclusive eu”, disse.

Deivid ficou surpreso ao ouvir de Dal Farra que o clube é dele e que ele mandava no clube. Entretanto, reforçou que o presidente gostaria que ele ficasse até o final de 2019. “Ele fez eu assinar um papel que ele escreveu e assinou. É aquilo: eu ainda sou da moda antiga, aperto de mão e olho no olho é o que vale. Agora, se ele pensa em fazer o Criciúma de negócios, eu já não concordo. O clube não pode ter um dono. O Criciúma tem que ser da torcida, da cidade, da imprensa que vivencia o clube… a gente só vem de passagem, mas fico triste e lamento da forma como foi. Infelizmente, o clube está na mão de um cara que primeiro tem que saber o que ele quer: subir o clube ou vender jogador, para depois ter o norte, mas a gente fica triste.”, explicou.

O ex-comandante do Tigre afirma que foi tratado de forma amadora. “Na segunda, ele me mandou um monte de mensagens, falando um monte de coisas, que eu sou bom, que meu trabalho é competente e na terça ele faz um negócio desses. É lamentável. A gente não fica triste pela demissão e sim pela forma como foi. Demissão faz parte da nossa cultura futebolística. Agora, da forma como foi, faltou respeito, profissionalismo e respeito com o ser humano. Mostra que ele não é humano e está visando o dinheiro e pegando o clube pra fazer negócio”, finalizou.

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Em: Criciúma

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