Follmann pode ficar em pé ainda em março

Goleiro inicia nesta segunda reabilitação para uso de próteses

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São Paulo

Jakson Follmann pousou em São Paulo nesta segunda-feira com a certeza que voltará a caminhar em breve. Depois de 56 dias internado e quase uma semana de “folga”, o goleiro da Chapecoense deu entrada no Instituto de Prótese e Órtese, especializado em recuperação de amputados, para dar início ao processo de protetização, que o permitirá voltar a ter uma vida independente. A previsão é de que o trabalho dure de três a seis meses. Tudo, porém, passará por avaliações constantes, principalmente do pé esquerdo.

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Follmann teve a perna direita amputada na tragédia de 29 de novembro e perdeu o talos, osso determinante para articulação do tornozelo esquerdo, criando um procedimento conhecido como artrodose, que alivia a dor na articulação – o que terá interferência direta no caminhar. A funcionalidade do membro amputado é tratada com otimismo. Entretanto, o processo requer paciência.

Ao chegar a São Paulo, Follmann passa por uma avaliação completa sobre as condições do coto e perna esquerda. Uma vez com tudo em ordem e pontos cicatrizados, dá-se início ao enfaixamento para dar forma ao local. A avaliação inicial aponta se houve ganho ou perda de volume no paciente, como está a força muscular, até que é feita a orientação para enfaixamento. O processo dura cerca de duas semanas. A partir daí, é feita a medição e molde da prótese.

Com acompanhamento de fisioterapeutas, há possibilidade de Follmann ficar de pé já em março. Nesse estágio, há o trabalho para equilíbrio e propriocepção. O treino de marcha é importante também para que a prótese ganhe formas finais, uma vez que a mesma se adequa ao jeito como joga o peso no local.

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