Eleição histórica no tricolor

Pela primeira vez, em pelo menos, 40 anos duas chapas disputam a mesa diretoria e fiscal do Conselho Deliberativo

Foto: Tiago Monte/arquivo/DN
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Criciúma

Em pelo menos 40 anos, não ocorria uma disputa com duas chapas pela presidência do Conselho Deliberativo do Criciúma.  “Nunca teve essa situação de duas chapas se enfrentando”, destaca o atual presidente do Conselho, Renato Bastos.  Para ele, irão comparecer na eleição, hoje, às 19h na sede da ACIC, cerca de, 150 conselheiros. “Queria convocar o pessoal para participar da eleição”, afirma Bastos. Serão eleitos o presidente, vices e conselho fiscal, sendo que o mandato irá até 2021.
De um lado Carlos Henrique Alamini, que, até então, era vice presidente executivo do Clube, é o candidato a presidência. Do outro, Nei Constante que é o representante do novo grupo de conselheiros eleitos no mês passado.  Porém, ambos afirmam buscar os mesmos objetivos: engrandecer o Criciúma Esporte Clube. “Nosso objetivo é um só: o bem do Criciúma”, afirma Constante. Ambos passaram o final de semana trabalhando com seus grupos de apoio e buscando o voto dos conselheiros. “Estamos trabalhando, ligando e pedindo apoio. Tenho uma história no clube e quero manter essa história”, fala Alamini. “Estamos nos preparando, fazendo reuniões e discutindo a situação”, explica Constante. Tem direito a voto os cerca de 300 conselheiros vitalícios e transitórios.

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Reestruturação do HH

 

Conselheiro há, aproximadamente, 40 anos, Alamini, abriu mão da vice diretoria executiva do Clube, cargo que ocupava há 10 anos, para concorrer à presidência do Conselho. “Disseram que comigo saindo eu criava uma lacuna na diretoria, mas acredito que irei contribuir mais no conselho que na diretoria. Serei mais útil no conselho do que na vice presidência”, explica Alamini.  Uma das principais propostas da chapa que ele representa é a reestruturação do estádio Heriberto Hülse. “É um assunto polêmico, mas estamos com um projeto bastante avançado para apresentar o museu. Já temos uma agenda, negociamos com o arquiteto e sabemos onde ficará. Queremos tocar essa obra”, explica o candidato.

 

Para ele, o Conselho deve levar tranquilidade para a diretoria executiva, mas cuidar do patrimônio do clube. “Queremos apresentar um planejamento físico e financeiro para a reestruturação. Nossa função será principalmente dar tranquilidade para a diretoria executiva trabalhar e cuidar do patrimônio. Para que não se repita o que aconteceu na época do Edson que o estádio estava caindo literalmente. Não queremos que aconteça de volta. A necessidade era grande e o Antenor apareceu, mas isso não acontece mais, temos que nos preparar”, afirma Alamini.

 

Outro fator, segundo ele, que será estudado junto com os conselheiros é a questão da diretoria executiva. “O Jaime, teoricamente, ficará até 2022, mas se durante o caminho ele desistir? Eu não acredito que isso vá acontecer, mas temos que estar preparados”, ressalta o candidato. Além disso, ele buscará ativar as comissões previstas no estatuto. “Todos conhecem a minha história e dedicação ao Criciúma, faço isso por amor”, finaliza Alamini.

 

Reaproximar o sócio do Clube

 

Para Constante, o termo “oposição”, não condiz com a realidade. “Não somos oposição. Isso partiu de uma chapa de consenso, mas como não houve acordo em um ponto tivemos essa divisão em dois segmentos”, explica Constante. Esse ponto foi a renúncia de Alimini para a disputa pela presidência do Conselho. “Não existe animosidade entre um e outro. O único empecilho foi o Alamini ser vice presidente eleito e estar fazendo parte de uma diretoria e sair para ir para o conselho. Perdendo uma pessoa importante na diretoria. E o conselho não precisa disso”, comenta.

 

Constante é um dos representantes dos, aproximadamente, 170 novos conselheiros transitórios que foram eleitos no mês passado. “Nosso grupo não concordou com isso e vou pelo grupo”, afirma Constante. Um dos principais objetivos, caso eleitos, será a reaproximação do sócio patrimonial do clube.  Atualmente, o Criciúma, segundo ele, possuí três mil sócios patrimoniais, mas, destes, apenas cerca de 600 a 700 estão em dia. “Precisamos resgatar a confiança do sócio no Conselho e nas diretorias do clube. Queremos que ele volte a participar, que ele seja mais ativo. Hoje o clube só tem o futebol e se está bem todo mundo está lá, mas se não estiver todos se afastam”, destaca. A intenção seria utilizar os espaços do Majestoso para construir novas formas de interação com os sócios, como jogos de futsal ou cancha de bocha, entre outras iniciativas. “O Criciúma tem que ser mais do que futebol”, comenta.

 

A intenção do grupo, também, é colocar em funcionamento as cinco comissões previstas no estatuto. “São três candidatos a diretoria do conselho, nove para o conselho fiscal, mas temos mais 15 pessoas que querem trabalhar pelo clube. Por isso queremos formar as cinco comissões previstas no estatuto, que hoje não existem”, explica Constante.

1ª CHAPA

 

Presidente: Carlos Henrique Alamini

Vice-presidente: Valcir José Zanette

Secretário: Wanderlei Barbosa de Souza

 

CONSELHO FISCAL
Membros titulares:

Eder Fabian Morona

Jader Jacó Westrup

Cloir da Soller

Membros suplentes:

Ademir Dagostim

Moacir Dagostin

Edemar Soratto

 

2ª CHAPA

 

Presidente: Claudisnei Machado Constante

Vice-presidente: Adriano Maragno Osellame

Secretário: Célio Bolan

 

CONSELHO FISCAL

 

Membros titulares:

Deloir Brunelli

Paulo Sérgio Minato

Ricardo Martinello

Membros suplentes:

Luciano Bitencourt Fernandes

Pedro Paulo Canella

Adilson José Marcos

 

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Por: Lucas Colombo
Em: Criciúma

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