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Tiago Monte

Criciúma

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Com uma demora maior que o normal para o começo, o técnico Deivid concedeu entrevista coletiva após a derrota para o América-MG, mas, em momento algum, o treinador falou em pedir demissão. Pelo contrário: Deivid falou em “vergonha na cara” e “manutenção da concentração”. “Não adianta colocar culpas, transferir: todo mundo perde. Nós estamos todos no mesmo barco. Temos que analisar o jogo, mostrar para os jogadores o vídeo onde nós tomamos o gol e tentar consertar. Temos que dar a volta por cima. O presidente está chateado. Não era isso que nós queríamos no Brasileiro, a gente planejava fazer nove pontos nessas três rodadas e não aconteceu. Agora temos que tomar vergonha na cara e trabalhar mais ainda para tentar buscar”, disse.

Deivid ressaltou que está sob comando do presidente Jaime Dal Farra e aceitará a decisão que o presidente tomar, mesmo que ela seja a saída do comandante do cargo no Tigre. “Se o presidente achar que deve trocar, ele fica bem à vontade. Se ele achar que eu devo continuar com o trabalho, eu vou continuar da mesma forma e vou trabalhar da mesma forma, intenso, como eu trabalho, sempre procurando melhorar e dar a volta por cima. Não adianta: temos que trabalhar e tentar reverter a situação. Isso incomoda, ainda mais a gente que é vencedor. Eu ganhei em muitos clubes e ver o time em último na tabela incomoda muito. Nós temos que trabalhar e dar a volta por cima”, reforçou.

O comandante tricolor destacou que não gosta de falar muito com os jogadores após as derrotas e comparou a situação com a perda de um parente. “Quando perde está todo mundo de cabeça quente e é onde começam as brigas. Eu pedi para eles terem calma, nesse momento é difícil de falar. É como quando um parente morre, não tem o que falar. Perder um jogo é o pior sentimento que tem”, falou.

Jogo disputado e erro de decisão

Analisando a partida, Deivid acredita que o primeiro tempo foi disputado e os gols sofridos foram por erros na tomada de decisão dos jogadores. “Eu vejo o jogo bem disputado no primeiro tempo. Tanto nós quanto o América tivemos oportunidade de fazer o gol. O Dodi teve chance e eles tiveram uma também. No segundo tempo, nós voltamos melhores e fizemos o gol no comecinho. Naquele momento, a situação estava bem tranquila. Então, aconteceu de nós não treinarmos o time na defesa. Mesmo estando na frente, a gente procura marcar ofensivamente, mas nós recuamos. Ainda assim, o América não teve chances de gols. Tomamos o gol com os dois jogadores em impedimento: o Bill e o Ruy, só que o nosso jogador estava deitado na linha de fundo e deu condições. Tomamos o gol com a bola no nosso pé, no dois contra dois. Aí são tomadas de decisão de forma errada. O treinador não consegue entrar em campo pra resolver”, finalizou.

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