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Tiago Monte

Criciúma

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Sábado de carnaval é dia de futebol em Criciúma. Sem desfiles na avenida, a atração maior da cidade será o jogo do Tigre. Com as atenções voltadas novamente ao Estadual, a maratona de jogos do Tricolor Carvoeiro segue contra o Metropolitano às 16h30, no estádio Heriberto Hülse. Será o quarto jogo em um espaço de sete dias e por três competições diferentes: Catarinense, Copa do Brasil e Primeira Liga.

De olho na taça de campeão do primeiro turno, o Tricolor Carvoeiro precisa bater o time de Blumenau e torcer para que o Avaí não vença o Almirante Barroso, em Itajaí. Assim, a esperança do Criciúma seguirá viva para garantir vaga na decisão do Campeonato Catarinense por antecipação. “A Primeira Liga era uma competição à parte, mais para entrosar a equipe do que para almejar o título. Nossos dois objetivos maiores são o Catarinense e o acesso para a Série A. Agora, é se preparar para o jogo deste sábado, ainda temos chances matemáticas de título, apesar do Avaí estar com uma mão na taça, mas a gente tem que fazer a nossa parte e torcer por um tropeço deles”, disse o lateral-esquerdo Marlon, antes do último treino para o jogo, na sexta-feira.

O time que começa o jogo não terá o goleiro Luiz, o meia João Henrique e o atacante Jheimy. Eles serão poupados após sentirem lesões na partida diante do Altos, do Piaui, pela Copa do Brasil, na última quarta-feira. O capitão saiu no segundo tempo, enquanto o jovem foi retirado por Deivid no intervalo. O centroavante sentiu no treino de sexta. “Jogamos quatro jogos em sete dias, é muito. Fizemos já nove jogos se não me engano. É muita partida. O Luiz está recuperando do adutor, ficou dolorido, e a gente vai poupá-lo no sábado, para recuperar. A gente confia no Edson, fez uma grande partida na quarta, nos livrou da eliminação, então estamos contentes. Estamos conseguindo levar o grupo com pouca contusão”, disse o técnico Deivid, na quinta-feira, após o jogo contra o Inter pela Primeira Liga.

Entretanto, o restante do time deve ser o mesmo que começou a partida diante dos nordestinos na competição nacional. Deivid não deve poupar outros jogadores além de Luiz, Jheimy e João. “Ainda não, porque estamos brigando ainda pelo título. Mas, se ver, o Barreto jogou todas, o Dodi jogou todas, o Jheimy vinha jogando todas. São muitos jogadores e o estudo prova que quando se tem uma sequência de seis a sete jogos o risco de lesão é 99%. Veja quantos jogadores de clubes estão com problemas. Começo de temporada é puxado, o jogador vai no máximo, então perigo é muito grande”, enfatizou o treinador.

Confiança retomada após cirurgia

Marlon reconhece que não terminou em uma boa forma o ano de 2016, porém, com a chegada da nova comissão técnica e a cirurgia para correção do nariz, o jogador reencontrou o bom futebol. “Uma das coisas que me ajudou muito foi a cirurgia no nariz. Poucos sabem, mas eu fiz um esforço muito grande no ano passado: eu tinha uma dificuldade respiratória e fui muito mais no sacrifício até pela ânsia de querer jogar. Nesse ano, além da preparação física, eu estou melhor de saúde, por conta da cirurgia, e também com todo respaldo do professor e dos meus colegas, a confiança voltou para o meu lado. Creio que por algumas partidas ruins, por ser novo e ainda estar começando, eu perdi um pouco da confiança e isso atrapalha. Esse ano, aos poucos estou recuperando isso e estou em uma crescente boa, mas ainda tenho muito a evoluir”, enfatizou o jogador.

O lateral começou a temporada utilizando uma máscara de proteção no rosto devido à intervenção cirúrgica, porém, o uso em jogos foi descartado pelos médicos. “Eu sempre mantive contato com o pessoal que me operou. O período era de três meses e agora, neste final de semana, vai se completar o prazo. A médica disse que era por um curto período, mais pra eu cuidar mesmo, nas primeiras semanas. Mas já está tudo bem. Estou totalmente recuperado”, explicou Marlon.

O jogador converteu a cobrança do pênalti diante do Altos, entretanto, ainda não marcou o primeiro gol como profissional com a “bola rolando”. Marlon admite ansiedade pelo momento. “Estou ansioso. Ontem(quinta-feira), o Flávio, que mora comigo no apartamento, fez o primeiro gol dele como profissional, tirou bastante onda comigo, porque ele fez um jogo e marcou e eu tenho vários e ainda não fiz, mas eu acredito que vai ser no momento certo. Estou perto do primeiro gol, mas falta um pouco mais de atenção. Eu estou priorizando outros fatores no momento. Eu jogo em uma posição onde tenho que criar situações e não fazer gols”, finalizou o jovem atleta.

Campeonato Catarinense – 8ª Rodada – Primeiro Turno

25/02 – Sábado – 16h30, estádio Heriberto Hülse

CRICIÚMA

Edson; Maicon Silva, Raphael Silva, Diego Giaretta e Marlon; Barreto, Douglas Dodi e Alex Maranhão; Caio Rangel, Helio Paraiba (Pimentinha) e Adalgiso Pitbull. Técnico: Deivid

METROPOLITANO

Ricardo Vilar; Maranhão, Willian Rodrigues, Élton e Juninho; Valkenedy, Max Carrasco, Elber e Mazinho; Sabiá e Paulo Victor. Técnico: César Paulista.

Arbitragem: Leandro Messina Perrone. Auxiliares: Neuza Inês Back e Clair Dapper.

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