Mesmo lenta, economia tem projeção de ajuste em 2018

Expectativa para o ano que se inicia é de ser um pouco melhor do que com relação a 2017

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Bruna Borges

Criciúma

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O ano de 2018 ainda não vai ser o ano em que o brasileiro vai respirar aliviado com relação à economia, mas pelo menos a projeção é em direção ao crescimento. Conforme o economista e professor da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), Jorge Antonio Marcelino, 2018 vai continuar lento do ponto de vista econômico, porém os ajustes ficarão mais claros. “Os produtores e consumidores já estão mais confiantes e isto faz girar a economia. O governo precisa promover o equilíbrio fiscal, controlar os gastos com relação ao que arrecada. Mesmo que a passos lentos, estamos em direção à retomada do crescimento”, avalia.

Para Marcelino, 2017 teve característica de recessão assim como foi em 2016, a diferença é que algumas questões políticas e tributárias tiveram um desenrolar, o que deixou as perspectivas mais claras para população e para investidores. “A dívida interna do governo ficou mais clara. As coisas não estão em ordem ainda, mas a expectativa é de que o Brasil comece a decolar nos próximos três anos. Então, 2018 não vai ‘explodir’ na economia, até por que será ano de eleição e é provável que o governo não queira tomar medidas impopulares. Ou seja, não deveremos ter reformas estruturantes”, considera o professor.

Reforma Trabalhista não influencia

Para Marcelino, pode ser que a Reforma Trabalhista resulte em algum impacto social, mas econômico não trará grandes diferenças. “Foi mais para facilitar o que já se fazia, mas de maneira informal. O que o governo quer é ter mais controle sobre estas pessoas, que antes estavam na informalidade. Existia uma série de rendas informais, encargos que o governo deixava de receber. Acredito que a reforma vem para dar mais informações para o governo na tomada de decisões”, pontua o economista, que também não acredita que aumentará de forma expressiva a oferta de trabalho por causa da reforma. “Vamos ver, como nos outros anos, a geração de mais empregos na época das festas e temporada de verão. Na verdade o que gera emprego é a renda. O pessoal que trabalhava na informalidade já consumia. Então, a diferença será muito pouca. Talvez para algumas classes de trabalhadores específicas e para alguns tipos de negócios que precisavam de maior flexibilização”, complementa.

Reforma da Previdência

A rejeição à atual proposta de Reforma da Previdência, percebida entre os políticos, é compartilhada pelo economista. Para Marcelino, nos moldes como foi colocada pelo governo, só achata a classe média baixa. “Deveria contemplar todas as categorias. Por que os servidores públicos e os políticos, que nós é que pagamos, não têm o mesmo tratamento?”, questiona, admitindo que é preciso fazer a reforma, porém, o governo tem que encontrar um forma de enxugar a máquina pública. “O dinheiro da Previdência acaba sendo usado para outros fins, para tapar outros buracos. O governo está muito pesado. Se gasta muito com a estrutura em Brasília enquanto os municípios recebem pouco. Os serviços têm que ser essenciais ‘aqui em baixo’”, pontua.

Setor metal-mecânico comemora

Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Extremo Sul Catarinense (Sindimetal), Guido Búrigo, o setor é um dos que tem uma expectativa muito boa com relação a 2018, pois em 2017 as coisas já começaram a se desenvolver melhor. “Esperamos uma melhora grande nos negócios já entre janeiro e fevereiro, mesmo antes do Carnaval”, frisa.

Búrigo avalia que o fôlego na economia do País e da Região vem acontecendo desde julho, quando se desvinculou da política. “Com isso o setor começou a gerar mais empregos e a vender mais. Na última reunião do sindicato as empresas apresentaram crescimento na carteira de pedidos e de encomendas”, ressalta o presidente.

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