Impasse nas negociações pode motivar greve dos químicos

Representantes dos trabalhadores ameaçam paralisação, caso não haja novas propostas. Já o Sinquisul garante que mantém negociações e que nenhum direito foi retirado dos empregados

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Suelen Bongiolo

Criciúma

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O impasse nas negociações da convenção coletiva de trabalho entre as classes patronal e laboral das indústrias químicas do Sul Catarinense pode motivar uma paralisação no setor. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região alega que não há avanços nas propostas e que, por isso, pode deflagrar greve nos próximos dias.

Conforme o presidente do sindicato laboral, Carlos de Cordes, o Dé, não ocorreu a negociação que estava prevista para ontem, não sendo apresentadas mudanças por parte da classe patronal. Com isso, a diretoria do sindicato está realizando reuniões internas para discutir o assunto e analisar estratégias de greve. “Estamos avaliando essa questão, estudando como fica a nossa situação”, ressalta.

A proposta feita pelo sindicato patronal é de que o reajuste corresponda a 100% da inflação acumulada do período. Entretanto, a classe laboral alega que o índice é baixo.

Posicionamento do Sinquisul

O Sindicato das Indústrias Químicas do Sul Catarinense (Sinquisul) alega que não foram dadas garantias de mudança na proposta encaminhada e que está buscando manter as negociações. “Da mesma forma, eles nunca nos trouxeram nada diferente. Desde o início, sempre foi a mesma proposta”, destaca o presidente do Sinquisul, Edilson Zanatta.

O Sinquisul ainda alega que o sindicado laboral está “distorcendo a realidade dos fatos”, afirmando que a classe patronal quer prejudicar os empregados. “Em nenhum momento foi pensado em tirar os direitos dos trabalhadores. Nós decidimos manter tudo o que estava na conversão coletiva do ano passado, inclusive com a proposta de intervalo intrajornada de 30 minutos, que é uma reivindicação dos próprios funcionários”, aponta Zanatta.

Outro impasse nas negociações é que o Sinquisul quer o fim da contribuição dada ao sindicato dos trabalhadores, que corresponde a dois dias de salário de cada empregado. A medida, segundo a classe patronal, seria ilegal e inconstitucional.

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Em: Criciúma

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