Estiagem causa prejuízos em lavouras

Em Santa Catarina, principais impactos são nas plantações de trigo. Produtores de milho, hortaliças e leite também sentem os efeitos da falta de chuvas

Foto: Divulgação/Jaqueline Noceti/Secom
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Sem chuvas regulares desde o dia 23 de agosto, Santa Catarina começa a sentir os efeitos da estiagem. Um dos setores mais afetados é o agronegócio, que já contabiliza os prejuízos devido à falta de chuvas. O Meio Oeste catarinense, por exemplo, um dos celeiros do estado, registrou apenas 10% da chuva esperada para o mês de setembro.

Nessa sexta-feira, 22, o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) e o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epágri/Ciram) divulgaram uma análise detalhada dos impactos da estiagem no estado. O documento traz informações sobre o monitoramento dos rios, previsão do tempo e condições da safra.

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Para o agronegócio os principais impactos são nas lavouras de trigo, que podem ter uma colheita 30% menor do que na safra passada. A produção catarinense do cereal está estimada em 163,4 mil toneladas na safra 2017/18, contra 229 mil toneladas colhidas na safra 2016/17.

Os produtores de milho, hortaliças e leite também sentem os efeitos da falta de chuvas.

Acompanhamento de safra no Sul Catarinense 

O arroz irrigado tem seu período de plantio preferencial nos meses de setembro e outubro, até o momento não há problemas com restrição hídrica. No entanto, se a estiagem persistir, algumas regiões podem apresentar problemas no abastecimento de água. Na região, aproximadamente 18% da área já está sendo cultivada; nessa mesma época, na safra passada, o plantio já passava dos 40% da área cultivada.

A fruticultura também sente os reflexos da falta de chuvas. Nos bananais, as altas temperaturas e o déficit hídrico afetam o tamanho dos cachos com redução na produtividade média em algumas localidades da microrregião de Criciúma, com efeitos na oferta e qualidade da fruta comercializada nos próximos meses.

A produção leiteira da região também busca ração e silagem para alimentação dos animais, o que reflete nos custos de produção.

Cenário atual

A situação de estiagem em algumas regiões de Santa Catarina é decorrente do baixo índice de pluviométrico em setembro de 2017. A região do Litoral Sul foi a que mais teve chuva no estado, cerca de 31,8 mm na média, seguida da região do Extremo Oeste com 29,6 mm. A região que menos choveu em setembro foi o Meio Oeste de Santa Catarina, com uma média de 1 mm, seguida da região Florianópolis Litorânea com 1,3 mm. A média histórica em Santa Catarina varia entre 159 a 251 mm, portanto em algumas regiões não choveu nem 10% dos valores médios históricos.

Situação dos Rios

De acordo com o monitoramento dos níveis dos rios em Santa Catarina, existem 22 estações hidrológicas na qual o regime hídrico se apresenta abaixo da normalidade. Os municípios mais atingidos na condição de alerta e emergência são Forquilhinha, Bocaina do Sul, Otacílio Costa, Canoinhas, Palhoça, Chapadão do Lageado, José Boiteux, Salete, Taió, Timbó, São João Batista, São Martinho, Orleans, Tubarão, Passos Maia, Joaçaba, Rio das Antas, Tangará, Concórdia, Camboriú e Rio Negrinho.

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Em: Florianópolis

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