Dia de Cooperar: força através da união

Com o apoio das cooperativas, produtores ampliam a atuação no mercado, gerando melhro qualidade de vida

Foto: Lucas Colombo/DN
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Neste sábado, pessoas em todo o Brasil irão enaltecer as práticas fundamentadas nos valores e princípios do cooperativismo através do Dia de Cooperar (Dia C), que é comemorado no primeiro sábado de julho. A doutrina, presente em diversos setores da sociedade, ajuda toda a comunidade a conquistar uma melhor qualidade de vida, seja por meio de distribuição elétrica em locais distantes ou possibilitando que o pequeno produtor possa trabalhar na legalidade.

Um desses exemplos vem de Urussanga, com a Cooperativa Familiar Agroindustrial Sul Catarinense (Coofasul). A iniciativa permitiu que os produtores pudesse utilizar um CNPJ, podendo vender para qualquer pessoa, deu a oportunidade de participar de projetos do Governo Federal, além de diminuir os custos.

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Foi com a cooperativa que o empresário Lucas Nesi, sócio da marca de cachaça Imigrante, viu seu negócio prosperar. “O nosso ganho é uma redução grande de custo, pois eu não tenho uma empresa registrada específica para produzir cachaça. Se eu tivesse uma fábrica específica, ia pagar cerca de 80% de imposto, mais contador, engenheiro químico, vigilância sanitária e alvarás. Como estamos na cooperativa, todos os gastos são divididos entre os associados. Por exemplo, são seis produtores que precisam de um engenheiro químico, então ele é dividido entre os seis associados”, explica Nesi.

Saindo da informalidade

Os produtores de Nova Veneza também profissionalizaram as atividades após a criação da Cooperativa de Produção Agroindustrial (Coofanove). A iniciativa surgiu em 2004, com a necessidade de legalizar o trabalho e fornecer um CNPJ para que os produtos pudessem ser vendidos não apenas no município, mas também em toda a região.

Membro-fundadora e primeira presidente, Maria Regina Paseto acompanhou todo o processo. “Antes, nós trabalhávamos na informalidade, até que a Epagri e a Secretaria de Agricultura nos convidaram para fundarmos uma cooperativa. No início eram 20 sócios. Trabalhávamos na feira livre, em Criciúma. Depois montamos a loja no Centro de Nova Veneza, onde tínhamos a oportunidade de expor o que era produzido”, destaca a empresária que trabalha com produtos de panificação. “A cooperativa dá comercio estadual e nacional. E também tivemos o direito de entrarmos em projetos do Governo Federal, como o Projeto Conab, onde fornecemos merenda para as escolas municipais”, completa.

Benefício para o pequeno

A partir das cooperativas, os produtores conseguem vender seus produtos para grandes redes, gerando maior valor. “Às vezes um pequeno produtor está com a capacidade lotada e acaba perdendo a venda em mercados grandes, pois não consegue dar conta da demanda. Mas com a cooperativa, ele tem mais voz ativa no mercado. Vamos usar a alface como exemplo. Os mercados da região pedem um número de pés, que eu como produtor não consigo produzir, mas com a cooperativa, eu e mais dois conseguimos. Assim os mercados, negociam direto com a cooperativa e isso beneficia o pequeno agricultor”, explica Nesi.

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Em: Urussanga

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