Restrições são aplicadas à pesca com caniço, em Araranguá

Medidas seguem determinação da Justiça Federal, que proíbe o uso dos barrancos às margens do Rio Araranguá para praticar a atividade

Foto: Lucas Colombo/Especial/DN
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Araranguá

Quem, por hobby ou por necessidade, gosta de pescar com caniço às margens do Rio Araranguá precisa se adequar às novas normas. Uma determinação da Justiça Federal proibiu a utilização dos barrancos que cercam o leito, assim como canoas e caíques fixados dentro do rio, para a prática da atividade, pois estaria provocando degradação ambiental em área preservada. A medida está em vigor desde segunda-feira e quem descumprir está sujeito a punições.

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O município possui até o dia 24 de maio para fazer a retirada das estruturas do rio, fiscalização e a instalação de placas e materiais informativos no local. “Nós já estamos indo a campo. Quem for pego pescando nessas áreas, que estão irregulares, vai ser multado. A multa é de R$ 5 mil, fora a apreensão das estruturas utilizadas”, explica o diretor da Fundação Ambiental do Município de Araranguá (FAMA), Luiz Leme.

Objetivo da medida

A Justiça decidiu suspender a pesca com caniço às margens do Rio Araranguá devido à degradação ambiental provocada por pescadores. Entre os problemas causados pela atividade amadora estão o corte de árvores nativas, a contribuição para a erosão do solo e a poluição deixada nos oito locais que eram utilizados para a prática. “Quem fez o dano foi o pescador, mas quem paga a conta agora é o Estado, através da Polícia Militar Ambiental, e o Município”, exclama o diretor.

Além de atrair moradores do próprio município, a atividade amadora também chama a atenção de outros locais da região. “São pescadores de várias cidades. Tem de Araranguá, mas também tem de Criciúma, Içara, Forquilhinha, Tubarão, Treviso… Eles vêm aqui, deixam lixo e cortam as árvores para a linha não enosar”, aponta.

Confira a reportagem completa na edição deste fim de semana do jornal Diário de Notícias.

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Por: Suelen Bongiolo
Em: Araranguá

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