Estiagem deixa rios da região em situação de emergência

Pontos críticos estão em Forquilhinha e Orleans. Problema provocado pela escassez de chuvas já reflete diretamente na agricultura

Foto: Lucas Colombo/DN
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Forquilhinha

A falta de chuva ao longo dos últimos meses já começa a acender o alerta no Sul Catarinense. Esse período de estiagem vem refletindo diretamente no nível dos rios, que diminui consideravelmente, causando prejuízos à agricultura e à pecuária. Na região carbonífera, dois municípios estão com cursos d’água em situação de emergência devido a esse problema: Forquilhinha e Orleans. O dado é da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural e Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram), que monitora aproximadamente 50 pontos em todo o estado.

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Em Forquilhinha, o nível do principal rio do município, o Mãe Luzia, apresentou uma queda de 19 centímetros na última medição, realizada no fim da tarde da terça-feira, dia 25. Segundo o extensionista da Epagri, Realdino José Busarello, a diminuição desse e de outros cursos d’água da cidade reflete diretamente na rizicultura do município. “Isso interfere na disponibilidade de água para a irrigação e no acabamento do preparo do solo para o plantio do arroz. E Forquilhinha é o maior produtor de arroz do estado”, explica.

Já em Orleans, a diminuição do nível do Rio Hipólito ficou em 33 centímetros na medição realizada na tarde de ontem. Enquanto os níveis seguirem abaixo do adequado, a orientação passada pela Epagri/Ciram é que a população economize água, usando apenas o necessário para as atividades diárias.

Situação no Extremo Sul

Já os dois pontos de monitoramento localizados no Extremo Sul do estado estão em situações diferentes. Enquanto a medição na foz do Rio Manuel Alves, em Meleiro, aponta estado de atenção, a do Rio Araranguá, localizada em Ermo, está dentro da normalidade.

 

Chuva apenas em agosto

De acordo com o meteorologista da Epagri/Ciram, Erikson de Oliveira, a estiagem só deve dar uma trégua no próximo mês. “A princípio, os indicativos são de que só na primeira semana de agosto é que deve chegar alguma chuva”, aponta.

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Por: Suelen Bongiolo
Em: Forquilhinha

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