Foto: Giovane Marcelino / DN
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Giovane Marcelino / Especial
Morro da Fumaça
Cansados de não receber seus direitos, colaboradores de uma marca de jeans da região reuniram-se em frente à uma das filiais da empresa, em Morro da Fumaça, para cobrar direitos que não estão sendo repassados. A loja, que também têm filiais em Criciúma e Siderópolis está em processo de recuperação judicial, por isso não poderia atrasar os salários e demais benefícios cedidos ao grupo de colaboradores. Os funcionários da unidade de Morro da Fumaça continuaram o trabalho, enquanto os vindos de Siderópolis fizeram uma manifestação em frente à loja, na cidade das olarias.

A manifestação contou com a participação do Sindicato dos Trabalhadores em Vestuário e Calçados de Criciúma e Região. De acordo com o presidente, Izio Inácio, o Hulk, a falta de contato com a empresa foi um dos motivos para a organização do manifesto. “O pessoal está com salários atrasados e o FGTS não é repassado. Tem funcionários com mais de 20 anos de casa que temem pelo futuro. Por isso, aguardamos uma posição benéfica por parte da empresa”, explicou.

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Um grupo de aproximadamente 30 pessoas ficou em frente à empresa, onde apitos e gritos de guerra foram mencionados. Segundo Hulk, o protesto continua até os direitos serem pagos. “A proprietária da loja não aparece para dar esclarecimentos e estão querendo abrir outra loja. Os trabalhadores só pararam hoje para vir cobrar o que lhes é de direito”, considerou.
Reunião determinou acordo

Após a manifestação do grupo, diretores da loja chegaram à fábrica e chamaram membros do sindicato e alguns funcionários com salários atrasados para uma conversa, o que deixou os demitidos desconfiados. “Espero que sejam tratados todos os casos, porque fui demitido e até hoje não recebi nenhum valor”, comentou o ex-técnico de segurança da empresa, Cláudio Silva.

Em reunião, foi decidido que os trabalhadores da região de Siderópolis ficarão em casa até o próximo dia 30, sendo que um contrato será firmado garantindo que o salário e esses dias em casa não serão descontados. Eles retornam às atividades neste mesmo dia, onde uma assembléia às 15h irá definir o retorno ou não ao trabalho, além de outras situações pendentes.

 

Funcionários aguardam dias melhores

Cláudio é mais um dos colaboradores demitidos por conta do atual momento da empresa. Segundo ele, muitas famílias estão quebrando por falta do repasse. “Tem um senhor que trabalhou muitos anos e logo será despejado de casa. Como fica essa situação? A empresa não se coloca na pele dos trabalhadores”, afirmou. Demitido em 9 de março, a solução será entrar com ação na justiça. “É o que devemos fazer, não vai dar para esperar a boa vontade deles”, finalizou.

A situação da costureira Jucélia Maria de Souza também está critica. Ela entrou em férias desde 9 de janeiro e, passados mais de três meses, ela não recebeu ainda. “Estou com as férias vencidas e o pagamento atrasado, além do fundo de garantia que não é repassado. Queremos ser respeitados e esperamos que tudo se resolva até o fim deste mês”, disse.

 

Confira um trecho da manifestação:

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