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Foi com o objetivo de ajudar pessoas que Silvano Alexandre, de 34 anos, tornou-se bombeiro comunitário. Após passar pelo curso, desde 2009, ele cumpre, ao menos, 24 horas mensais de serviço, de forma voluntária. “Trabalhei durante 13 anos em uma cerâmica e eu era da brigada de incêndio. Mas meu foco sempre foi ajudar o próximo, agir em prol da sociedade”, comenta.
Todos os meses, ele realiza uma escala para conseguir conciliar o tempo dispensado ao Corpo de Bombeiros com o trabalho. “Trabalho com a guarnição. Somos auxiliares dos bombeiros militares e as ocorrências que mais me marcaram foram aquelas envolvendo crianças”, pontua.

Instituição multimissão

O primeiro batalhão de bombeiros em Santa Catarina foi criado em 26 de setembro de 1926. O objetivo era combater os incêndios registrados em Florianópolis. Porém, 90 anos mais tarde a instituição ganhou novas atribuições e, hoje, a maioria dos chamados envolve o atendimento pré-hospitalar.
Conforme o subcomandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militares, major Aldrin de Souza, hoje o Corpo de Bombeiros é a maior agência multimissão do Estado. “O nosso maior desafio é otimizar os recursos, tanto humanos, quanto materiais, e atender bem a comunidade”, salienta.
Sediado em Criciúma, o 4º Batalhão de Bombeiros Militares controla 25 municípios na Região Carboníferae do Extremo Sul Catarinense. Hoje, o efetivo é de 189 bombeiros, que em 2015 atenderam a 10.263 ocorrências.

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“Hoje, o nosso maior desafio é otimizar os recursos, tanto humanos, quanto materiais, e atender bem a comunidade” – Major Aldrin de Souza

Prevenção é foco dos bombeiros

Ações preventivas também são realizadas pelos bombeiros. Conforme o major Aldrin, nos últimos 20 anos este trabalho tem sido intensificado e o índice de incêndios reduziu. “Realizamos vistorias em edificações, analisamos projetos para verificar se eles estão adequados às regras. E percebemos que o incêndio só ocorre onde a prevenção é falha”, pontua.
Os bombeiros também atuam junto à comunidade. A cada ano, cerca de 180 pessoas se formam nos cursos de bombeiros comunitários. Outras 600 se tornam agentes de proteção civil e, em 40 horas aula, são capacitadas com instruções básicas de salvamento.

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Há também cursos para a terceira idade. Neste caso, os idosas participam de aulas, cuja principal intenção é prevenir acidentes. Para as crianças há o Bombeiro Mirim. Nos encontros são repassadas noções de segurança aos pequenos. Já nas praias, o Projeto Golfinho tem o intuito de prevenir acidentes aquáticos. As crianças aprendem sobre a sinalização das praias e se tornam mais responsáveis.

 

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Por: Angelica Brunatto
Em: Criciúma

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