Onda de assaltos amedronta população de Maracajá

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Angelica Brunatto

Maracajá

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Se caminhar de forma tranquila ou deixar a casa aberta sem se preocupar fazia parte do cotidiano dos cerca de oito mil habitantes de Maracajá, a onda de crimes que atinge a cidade fez com que todos alterassem a rotina. Desde fevereiro, o índice de furtos e roubos tem crescido de forma alarmante. De acordo com dados da Polícia Civil, 17 ocorrências foram atendidas e investigadas neste período.

O sentimento de medo surgiu há cerca de um ano na comerciante Sônia*. Hoje, ela anda atenta e desconfia de qualquer pessoa estranha que entra na loja. “Ninguém mais sai na rua. Eles atacam em qualquer lugar, e qualquer horário, e invadem casas. Esta não é mais a Maracajá de antigamente”, expõe.

Joaquina* trabalha como caixa de um posto de combustíveis às margens da BR-101. O local já foi alvo de assaltos e, todos os dias, ela reza para que nada ocorra durante o turno. “Sempre ligamos para o 190 quando desconfiamos de alguma coisa. Os assaltos ocorrem à noite, mas eles sempre rondam o posto durante o dia”, comenta. Entretanto, ela reclama da demora no atendimento. “Às vezes, chegam uma hora depois da ligação”, lamenta.

O problema, conforme o comandante da 1ª Companhia do 19º Batalhão de Polícia Militar, capitão Alberto Cardoso Cichella, ocorre, pois os contatos caem em um primeiro momento em Criciúma. “Já caiu até em Balneário Camboriú, mas não cai em Araranguá, que é a central de despacho da viatura. Já fizemos vários relatórios sobre o problema e até hoje as Redes de Telefonia não resolveram”, expõe.

Rotas de fuga como atrativos

Das ocorrências investigadas em Maracajá, algumas já foram solucionadas pela Polícia Civil. Conforme o agente responsável pela delegacia do município, Pedro Cristiano, os criminosos são provenientes de cidades como Criciúma e Araranguá. As várias possibilidades de rotas de fuga são um dos possíveis atrativos. “A proximidade com Criciúma, Araranguá e Forquilhinha facilita a evasão”, salienta.

Um dos canais bastante utilizados pelos criminosos para fugir é a BR-101, que dá acesso rápido à Meleiro, Forquilhinha, Verdinho, Espigão da Pedra, Criciúma e Araranguá, por exemplo.   “Mesmo com o efetivo reduzido nós trabalhamos na investigação destes crimes, mas o cidadão não quer que isso aconteça”, expõe Cristiano.  Segundo a Polícia Militar, além da geografia, os criminosos possuem amigos e familiares em Maracajá, o que favorece o levantamento das possíveis vítimas.

Operações já são realizadas

Com os crescentes assaltos, a Polícia Militar tem realizado operações diferenciadas em Maracajá. Conforme o capitão Cichella, há projetos de prevenção, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), visando a gestão da segurança pública nos comércios, bem como nas escolas.

Na repressão ao crime, os policiais realizam operações varreduras e montam cercos com o apoio do efetivo de Araranguá, Criciúma e de grupamentos especializados como Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) e o Canil.

Apoio da comunidade é essencial

Mesmo que um trabalho diferenciado esteja sendo realizado, a Polícia Militar também necessita do apoio da população no combate à criminalidade. Por isso, visa implantar o programa Vizinho Solidário em Maracajá, com o intuito de integrar a comunidade na busca para solucionar os problemas de segurança.  “É impossível as viaturas estarem presentes em todos os lugares. É necessário que a população seja parceira nos projetos de prevenção”, explica o capitão.

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