- PUBLICIDADE -

Há sete meses, a vida de Samantha Teixeira da Rosa mudou completamente. Se antes era independente, trabalhava e não dependia de ninguém, hoje convive com as sequelas deixadas pelo trânsito. Em janeiro, junto ao namorado João Otávio Zilli Levandoski, ela seguia em uma moto em direção ao Balneário Esplanada. Mas a viagem foi interrompida. Ambos foram atingidos pelo condutor de um Fiesta que fugiu do acidente. A menina, de 22 anos, foi conduzida em estado grave ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, onde ficou internada por dez dias, sendo três na UTI. O rapaz, de 23 anos, entretanto, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Além de perder o namorado, Samantha teve uma das pernas amputadas e quebrou o braço. Passou por várias cirurgias e desde então, todos os dias, tem sessões de fisioterapia. Há pouco tempo deixou de lado a cadeira de rodas e agora caminha com o apoio de um andador. No quarto, as lembranças do namorado estão espalhadas. Memórias para nunca serem esquecidas. “Mantenho contato com a família
dele e me sinto bem”, expõe.

- PUBLICIDADE -

O sonho que continua

O acidente, entretanto, não tirou os sonhos de Samantha. Através de rifas e apoio da comunidade, ela e a família lutam para juntar o montante de R$ 32 mil e adquirir uma prótese. “Estamos planejando promover também um pedágio solidário”, comenta. Assim que estiver com a prótese, a jovem tem planos para voltar a estudar e trabalhar. “Eu era auxiliar de dentista e quero fazer o curso de prótese e continuar a trabalhar”, afirma.

Foto: Camila Marini/DN
Foto: Camila Marini/DN

Depois do acidente, Samantha explica que o responsável pela colisão nunca foi procurá-la nem mesmo quis saber como estava. Agora, mais do que nunca, ela se preocupa com a violência no trânsito. “Parece que está piorando e que mais pessoas estão sendo vítimas. O
principal vilão é o alcoolismo. Tem que ter responsabilidade. As pessoas bebem e pensam que tudo é brincadeira. A gente tem que lutar, pois a justiça será feita e o nosso sonho não acaba”, pontua.

Semana de ações educativas

Na Região Carbonífera, conforme dados do Instituto Médico
Legal (IML), 63 pessoas perderam a vida no trânsito somente em 2016. No mesmo período, no último ano, a soma era 43. As estatísticas preocupam tanto o Gabinete de Gestão Integrada (GGI) quanto a Autarquia de Segurança e Trânsito do município (ASTC). Conforme o presidente da ASTC, Paulo Pacheco, durante esta semana, uma série de ações educativas serão realizadas em alusão à Semana do Trânsito.

O excesso de velocidade em várias vias do município são fatoresque preocupam. Conforme dados da ASTC, nos primeiros oito meses deste ano, nos 111 pontos onde há fiscalização eletrônica, foram emitidas 28.267 autuações por excesso de velocidade.

Conscientização

Os despachantes também farão uma campanha para a conscientização
no trânsito. Ao todo, 5 mil camisetas foram distribuídas a estes profissionais em todo
o Estado. “Temos que ensinar as pessoas, desde pequenas, e não apenas aplicar multas”, salienta o presidente da Associação dos Despachantes de Trânsito da Sexta Região (ADOTSER), Florentino Luiz Cizeski.

Mortes crescem nas BRs de Santa Catarina

Nas rodovias federais de Santa Catarina, o número de mortes no trânsito cresceu 10% nos primeiros oito meses do ano, se comparado ao mesmo período de 2015. Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), até 20 de agosto de 2016, somaram- se 315 óbitos em acidentes.
Enquanto em 2015 este número era 283. Segundo o chefe do Núcleo de Comunicação Social da PRF, Adriano Fiamoncini, uma das causas para este incremento foi o registro de acidentes com múltiplas vítimas. Um dos casos foi o registrado no final de março, em Içara, quando cinco pessoas de uma mesma família morreram após uma colisão na BR-101. “Em
abril, sete pessoas de um mesmo veículo morreram em um acidente no Oeste do Estado. O motorista estava sem habilitação, perdeu o controle em uma curva e colidiu
em um caminhão”, explica.
A PRF também consegue citar uma lista de possibilidades para o registro de acidentes. Naqueles em que apenas danos materiais são registrados, a falta de atenção é o principal fator. Entretanto, onde há vítimas, Fiamoncini explica, estão presentes o excesso
de velocidade, atropelamento, ultrapassagem indevida e a embriaguez ao volante. “A cada fim de semana cerca de 70 motoristas são flagrados em rodovias federais
do Estado com álcool no sangue”, aponta. O trabalho da PRF é planejar ações que visem reduzir estes índices.

 

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar
Por: Angelica Brunatto
Em: Criciúma

NOTA: O DN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.