- PUBLICIDADE -

Marciano Bortolin

Criciúma/Florianópolis

- PUBLICIDADE -

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Santa Catarina manteve na tarde desta terça-feira a decisão da juíza Ana Lia Moura Lisboa carneiro, da 10ª Zona Eleitoral e por consequência da candidatura de Clésio Salvaro (PSDB) a prefeito de Criciúma.

Os juízes votaram contra o recurso da coligação Por Criciúma (PP/PMDB/PDT/PCdoB/PSC) que tem como candidato a prefeito Márcio Búrigo que concorre a reeleição que ainda pode recorrer ao Superior Tribunal Federal (STF).

Salvaro dedicou a vitória obtida à família e aos criciumenses. “Obrigado a todos que nunca desistiram de mim, mas a vitória mesmo nós vamos comemorar depois das 17h do dia 2 de outubro”, diz.

Após a decisão, Márcio Búrigo se reuniu com a coordenação de campanha e definiu que não irá recorrer da decisão.

Os votos

14518591_10205748348546586_1425943168_n-min
Salvaro e Fabris comemoram resultado obtido no TRE. Foto: Karina Manarin/DNSul

No caso da inelegibilidade devido à lei da Ficha Limpa, seis juízes votaram a favor de Salvaro enquanto um foi contrário. Na desincompatibilização da rádio em que é sócio-proprietário sete a favor e nenhum contrário. Já o ponto que trata do período de 44 dias em que assumiu a Prefeitura no ano passado, devido a uma liminar, o resultado foi cinco a dois em favor de Salvaro.

Advogados apresentam os argumentos

 O advogado Luiz Magno, que defendeu Márcio Búrigo na sessão, utilizou principalmente o fato do ex-prefeito ter assumido o Governo no em janeiro de 2015.  “Esta decisão define o futuro de uma das mais importantes cidades que, inclusive, já vive com problemas há anos”, diz.

Magno ainda salientou durante a defesa que a decisão a favor de Salvaro iria contra a Constituição e que isso levaria a uma perpetuação no poder. “Se esta corte deferir a candidatura dele irá condenar Criciúma a mais um ciclo de indefinições. Salvaro assumiu o perigo de ser inelegível quando entrou na prefeitura no ano passado”, salienta.

 O advogado argumentou ainda que durante os dias em que Salvaro comandou a cidade, 72 servidores foram contratados, além da distribuição de uniformes escolares que inclusive está sendo utilizado na campanha.

Por outro lado, o advogado Nelson Schaeffer fez a defesa do deferimento. Ele argumentou que a decisão do presidente do STF, Ricardo Lewandowski que colocou Clésio Salvaro na Prefeitura foi precária e revogável. “A anulação desta liminar por parte do ministro Luiz Fux afastou todos os efeitos”, fala.

Schaeffer disse ainda que Clésio não sucedeu Márcio, mas sim ocupou o cargo munido de uma liminar.  “Não é possível que dois candidatos na mesma eleição e no mesmo município concorram a reeleição”, complementa.

O relator do processo, Juiz Rodrigo Brandeburgo Curi detalhou cada decisão. “Mais do que a vontade da Coligação Todos por Criciúma é preciso que se reconheça a vontade do povo”, declarou em um dos trechos.

O placar do julgamento de Salvaro no TRE:

Desincompatibilização da rádio em que é sócio-proprietário: 7 a 0

Retroatividade da Ficha Limpa: 6 a 1

Assumiu a Prefeitura em 2015: 5 a 2

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar
Em: Criciúma/Florianópolis

NOTA: O DN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.