Delegado estuda ação contra candidato a prefeito de Meleiro

Adepol/SC emite nota em apoio a Ari José Soto Riva após manifestação de Eder Mattos (PSB) com acusações

Eder Mattos (dir.), ao se defender de acusações de adversários, citou o delegado Ari José Soto Riva (esq.)
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A postagem de um vídeo na página ‘União Por Meleiro – 40’ no Facebook, no qual o candidato a prefeito Eder Mattos (PSB) faz referências ao delegado da Polícia Civil, Ari José Soto Riva, gerou indignação na Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina (Adepol/SC), que emitiu Nota de Apoio ao profissional.
No vídeo, publicado no dia 25 e que não está mais na página, mas circula pelas redes sociais, Mattos rebate “algumas questões que são levantadas pelos adversários”, chamando outro vídeo, referente a uma matéria jornalística da época das Eleições 2012, de “videozinho maldoso” e “uma chula montagem”. “Aquele delegado gravou um videozinho. Ele já não está mais em Santa Catarina. Por estas e outras pediu as contas e foi embora. Acionamos o Governo do Estado, porque ele é responsável pelos seus funcionários. Para nós, são fatos do passado e, agora, no presente, resgatam o que de fato nada aconteceu. Isto faz parte de alguém que não tem propostas”, disse Mattos.
 
Presidente da Depol contesta
 
O presidente da Adepol/SC, delegado Ulisses Gabriel, informa ao final da Nota de Apoio que todas as medidas legais serão tomadas, tanto no âmbito cível quanto no criminal, com o objetivo de responsabilizar o candidato.
À reportagem, o presidente da Associação explicou que conversou com o delegado Riva, que estuda ingressar com ação por crime de calúnia e também propor indenização por danos morais. “A Adepol está colocando à disposição do delegado a banca de advogados que tem em todo o Estado. As declarações foram ofensivas. O delegado tem autonomia para investigação. O candidato [a vereador de Araranguá, na época] deveria contestar durante a investigação”, comentou Ulisses Gabriel.
 
Juiz ordena ao YouTube retirada
 
A matéria jornalística veiculada em 2012 tratava de santinhos de Eder Mattos e dinheiro encontrados em residência, material apreendido pela Polícia Civil e objeto de investigação. A matéria começou a ser usada por adversários nesta campanha, de 2016, e Mattos e a coligação entraram com representação na 42ª Zona Eleitoral de Turvo contra o YouTube para excluir o conteúdo. O juiz eleitoral Manoel Donisete de Souza deferiu liminar determinando que o YouTube exclua imediatamente a reportagem. “No presente caso, é induvidoso que os fatos noticiados pela internet denigrem a imagem do candidato Eder Mattos, na medida em que buscam levar o eleitor a concluir – de forma equivocada – que o mesmo teria sido condenado por crime eleitoral”, pontuou o magistrado. Mattos foi julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e liberado.
 
Nota de Apoio
 
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina (Adepol/SC) expressa total apoio e solidariedade ao excelentíssimo Dr. Ari José Soto Riva, delegado de Polícia do Estado de Santa Catarina, face vídeo publicado pelo candidato a prefeito da cidade de Meleiro, Sr. Eder Mattos, na página do Facebook ‘União por Meleiro’, no dia 25 de setembro.
No vídeo, o candidato acusa o delegado Ari de ter gravado imagens de uma investigação ocorrida em 2012, na qual apurava compra de votos, salientando se tratar de uma “chula montagem”. Continua, acusando a autoridade policial de ter cometido outras irregularidades, as quais levaram-na à perda do cargo de delegado de Polícia. Essas alegações não condizem com a verdade, são caluniosas e distorcem o ocorrido.
O delegado Ari Riva permanece no quadro da Polícia Civil de Santa Catarina, lotado na cidade de Criciúma/SC, onde desempenha as suas atividades de delegado com competência e seriedade.
As imagens às quais o candidato se refere foram gravadas de forma legal e mostram as investigações que foram feitas com o intuito de apurar as denúncias de compra de votos no pleito eleitoral de 2012.
Ao delegado de Polícia, por força da Constituição do Estado de Santa Catarina, é assegurada independência funcional pela livre convicção nos atos de polícia judiciária.
Eventual discordância referente à medida tomada pela autoridade policial no curso da investigação deve ser questionada através dos meios legais cabíveis.
A diretoria da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina lamenta as inverdades e calúnias proferidas pelo candidato Eder Mattos.
Por fim, informa que todas as medidas legais serão tomadas, tanto no âmbito cível quanto no criminal, com o objetivo de responsabilizar o candidato Eder pelos seus atos.
 
Respeitosamente,
 
Ulisses Gabriel,
Delegado de Polícia Civil, presidente da Adepol/SC
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