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Chegar aos 100 anos é hoje a meta de muitos. O que para alguns pode ainda ser distante, para Iracema Bortoluzzi Tasso se tornou real ontem, quando comemorou o centenário de vida ao lado de amigos e familiares. A moradora de Criciúma que nasceu em Nova Veneza, tem até hoje na memória os momentos vividos ao longo da vida e diz que não há um segredo da longevidade. “Para mim é algo tão natural. Os 100 anos vieram sem que eu esperasse, sem que planejasse, eu só fui vivendo. A única coisa que fiz foi viver. E viver de uma maneira feliz”, conta Iracema.

Nascida em Nova Veneza, em 1916, a décima de uma família de 12 irmãos, ela lembra com lucidez dos momentos vividos ao lado da família. “Eu sempre cuidei da casa. Quando meus irmão foram crescendo foram saindo para estudar, assim como eu que fiz o primário em um internato que existia em Urussanga. Em 1938 eu casei com o meu esposo Bruno Tasso e nos mudamos para Laguna. Depois de um tempo voltamos para Nova Veneza e por fim viemos para Criciúma onde moro até hoje”, comenta.

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“Para mim é algo tão natural. Os 100 anos vieram sem que eu esperasse, sem que planejasse, eu só fui vivendo”

Dos 11 irmãos, somente ela é viva atualmente. “Todos já faleceram, assim como o meu esposo que faleceu há 18 anos. Com ele tive cinco filhas e destas, duas moram comigo atualmente”, enaltece.

Comparação com os dias atuais

Em comparação com os dias atuais, a criação dos filhos na época em que Iracema viveu é considerada por ela muito mais fácil. “Mesmo com todas as incomodações, acho que o meu tempo era muito melhor. Hoje existe muita violência, muito perigo nas ruas. Por isso acho que foi mais fácil criar os filhos. Eu sempre fiquei em casa. Nunca fui de sair muito e isso também ajudou”, comenta.

Além das cinco filhas (Nicia, Adélia, Irma, Mere e Mércia), a família é composta por mais nove netos e 12 bisnetos.

Sem problemas com a idade

A idade, segundo Iracema, não trouxe muitos problemas. “Eu só sinto uma dor nas pernas, mas acho que isso é comum. Hoje o meu passatempo é ver TV, gosto de ver de tudo, não tenho nenhum programa favorito”, comenta.

Além da discrição, umas das características que sempre acompanhou Iracema ao longo da vida, outro ponto marcante é a vaidade. “A mãe sempre está com alguma correntinha ou anel, é muito delicada e gosta de ficar bonita”, aponta a filha Nicia Tasso. “Acho que chegar aos 100 anos já é algo que vem de família, tanto que uma das primas dela chegou aos 101 anos. O mais engraçado é que nós que convivemos diariamente com ela não nos damos conta que ela está com esta idade. Chegar aos 100 anos foi tão natural que em nada mudou o nosso ritmo de vida”, complementa.

Para comemorar o centenário da matriarca da família Bortoluzzi Tasso, um encontro com os familiares e amigos próximos foi realizado na noite de ontem, em Criciúma.

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Por: Jéssica Pereira
Em: Criciúma

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