Quase 61% das obras de infraestrutura estão atrasadas

Percentual é relativo a 58 obras estaduais e federais acompanhadas pela Fiesc e integram a Agenda da Indústria para Infraestrutura

Foto: Marcos Quint/Fiesc
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Levantamento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) revela que 60,4% das 58 obras estaduais e federais acompanhadas pela instituição nas áreas aeroviária, aquaviária, ferroviária e rodoviária estão atrasadas. Os dados integram a Agenda Estratégica da Indústria para Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense 2017, documento que traz uma radiografia da situação das principais obras em andamento e apresenta propostas para melhorar a infraestrutura de transportes catarinense. A publicação foi apresentada nesta segunda-feira (28), em Florianópolis, com a participação de lideranças empresariais, representantes do Fórum Parlamentar Catarinense e da Fecam, além de prefeituras e Assembleia Legislativa.

As 58 obras monitoradas pela FIESC totalizam R$ 6,8 bilhões em investimentos. Desse total, 16 delas têm o andamento comprometido (27,6%); 19 estão com o prazo expirado (32,8%), 8 estão em andamento (13,8%) e 15 foram concluídas (25,8%). Entre os principais obstáculos apontados pela pesquisa que levam ao atraso na conclusão estão a falta de recursos financeiros (20%), desapropriações (17,8%), projetos e estudos (11,1%), sítio indígena (8,9%), licitação (8,9%), licenciamento ambiental (4,4%) e outros (28,9%).

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Dados apresentados em reunião

Em sua apresentação, o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, destacou que nos últimos onze anos o percentual de execução dos recursos do Orçamento da União previstos para Santa Catarina na área de transporte foi de 48,6 % de um total de R$ 12,5 bilhões. Quase metade de tudo o que foi pago no período foi direcionado para as obras de duplicação do trecho Sul da BR-101. É uma obra imprescindível, ainda não totalmente concluída, mas com a destinação dos recursos nessa proporção é fácil perceber que outras obras essenciais não tiveram o aporte necessário para o seu cronograma”, afirmou.

Côrte destacou ainda que a demanda de recursos em todos os modais de transporte para o Plano Plurianual (PPA 2016-2019), apresentada pela FIESC após consulta aos órgãos federais e estaduais envolvidos na área, é de R$ cerca de 15 bilhões. “A predominância desse recurso é destinada à manutenção e ampliação da infraestrutura já existente em Santa Catarina. Neste orçamento, os únicos projetos estruturantes que temos são os previstos para a Ferrovia Litorânea e o corredor Leste-Oeste (término dos projetos e início da construção das ferrovias)”, ressaltou, lembrando que Santa Catarina tem tido um tratamento desigual em relação à contribuição que o Estado dá para o crescimento do País.

O presidente da FIESC registrou a atenção dos parlamentares catarinenses aos pleitos da indústria e disse que é necessário fazer um grande esforço com a participação do governo, dos representantes no Congresso Nacional, das forças produtivas catarinenses e da sociedade no sentido de construir uma política de transporte embasada em critérios técnicos, econômicos e socioambientais sustentáveis, definindo prioridades.

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Por: Jéssica Pereira
Em: Florianópolis

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