Greve continua também no Hospital Regional de Araranguá

SAMU e Bombeiros de Araranguá e Região são comunicados para não levarem pacientes para a instituição

Trabalhadores se reuniram no início da noite desta sexta-feira e decidiram continuar a paralisação. (Foto: Divulgação/DN)
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Bruna Borges

Araranguá

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Contrariando as expectativas apresentadas durante o dia, a greve continua no Hospital Regional de Araranguá (HRA). Em assembleia no início da noite desta sexta-feira, dia 14, conduzida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Serviços de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), a categoria decidiu seguir com a paralisação, iniciada segunda-feira, dia 10.

O problema é que a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), gestora da unidade, não quer abonar os dias parados. Os atendimentos continuam restritos a 1/3 dos profissionais.

Kleinubing se reúne com Sandro Maciel

O secretário de Estado da Saúde, João Paulo Kleinubing, esteve em Araranguá nesta sexta-feira para tratar sobre o fim da greve no HRA e para falar sobre a proposta de municipalização da gestão.

Pela manhã, Kleinubing foi ao Paço Municipal para reunião com o prefeito Sandro Maciel. O chefe do Executivo enfatizou a atuação dos profissionais da UPA 24 horas, unidade de responsabilidade do Município, pois o número de atendimentos aumentou nos últimos cinco dias. “A UPA neste período de greve segurou as pontas da Saúde no município”, destacou o prefeito.

Atendimento na UPA 24 Horas aumenta mais de 35%

Dados informados pela administração da UPA, de segunda-feira, dia 10, início da greve, até às 17h desta sexta-feira, apontam que mais de 1,2 mil pacientes foram atendidos, tornando a unidade a principal referência de atendimento em urgência e emergência em Araranguá e região. O número representa um aumento de mais de 35% no atendimento, em relação ao mesmo período de dias que antecedeu ao movimento grevista.

Discussão sobre municipalização fica para 2017

Em relação à proposta da Secretaria de Estado da Saúde pela municipalização do HRA, o secretário Kleinubing afirmou que o tema poderá ser levantado novamente no próximo ano. “O contrato com a SPDM não será mais rescindido no final deste mês (prazo de vigência termina em 2018). Vamos aguardar o próximo prefeito assumir para, quem sabe, poder avançar neste tema, junto com a sociedade araranguaense”, disse o secretário.

Sandro Maciel e Mariano Mazzuco concordam

A decisão vai ao encontro da proposta do atual prefeito, que sempre afirmou não querer tomar nenhuma decisão sem antes conversar com o prefeito eleito Mariano Mazzuco. “A questão da municipalização fica em stand by. Desde o início afirmei que esta decisão não caberia somente a mim, pois, serei prefeito somente até dezembro e depois assume o prefeito eleito Mariano. Esta discussão ficará sob atenção dele e, certamente, como havíamos relatado, a decisão passará ainda pelo Conselho Municipal de Saúde, além dos outros prefeitos da Amesc”, relatou Sandro Maciel.

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